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Aracnologia brasileira em alta! Opiliões e Aranhas!

Recentemente, a literatura aracnológica foi presenteada com dois novos livros de autores/editores brasileiros!

Muitos já devem conhecer o Biology of Opiliones , editado por dois professores do IB-USP, Drs. Ricardo Pinto da Rocha do Dept. de Zoologia (que todos os desertores já conhecem) e Glauco Machodo do Dept. de Ecologia (contratado a pouco tempo), além do Dr. Gonzalo Giribet da Universidade de Havard.

Não achei para vender no Brasil. Na amazon você consegue ele por uma bagatela de $106.25 doletas!!! Ah, está disponível na biblioteca do IB!!!

O outro livro é o Comportamento e Ecologia de Aranhas, dos Drs Hilton Japyassú do Instituto Butantan, Adalberto J. dos Santos da UFMG e Marcelo A. Gonzaga da Unicamp. Este já é de uma editora nacional (Kosmos Editora) e pode ser encontrado por um preço mais acessível! No site da maremoto está saindo por R$ 74,98.

Até!

Aquecimento Cerebral

Segue aqui uma série de tópicos publicados no blog Biodiverso a respeito do aquecimento global. Para ler o tópico completo clique no título! Espero que estes acrescentem à discussão iniciada aqui!

Aquecimento Global, Econômico e Cerebral

Para este blog não ficar fora de moda, deixar de seguir tendências ou padrões, vamos falar agora sobre o tão famoso e comentado tema: aquecimento global. Não vamos tentar explicar nesta postagem suas problemáticas e efeitos, mas sim mostrar como a mídia e pesquisadores em geral têm tratado este tema.

Aquecimento Comercial

Neste pensamento igualitário e pessimista sobre o aquecimento global, existe pensamento crítico em relação ao tema? Achei um link interessante que vale muito a pena ler

O link acima é um comentário crítico que expõe o lado cético sobre o aquecimento global explicitando a posição dogmática assumida por ambientalistas e suas teses alarmistas.

O aquecimento global derreteu a mídia

Demorou um pouco, mas talvez tenha chegado a hora. A grande mídia (jornais, revistas e telejornais) vão ter que se adequar para poder comentar o mais novo e famoso problema ambiental: o aquecimento global. Quando acabar o fôlego das notícias sensacionalistas sobre o novo relatório do IPCC, o que a mídia vai mostrar. O que mostrou sempre? Relatos superficiais, programas ecobobos fora de contextos, reportagens exóticas sobre lugares ecologicamente bonitos. Ou vai começar a repensar em um jornalismo mais consciente e inteligente mostrando que a questão ambiental é complexa e merece um destaque maior. Chega de suplementos avulsos, uma vez por semana, de ciência e meio ambiente. A questão ambiental tem que estar nos centros das discussões, ser crítica e realista.

Não tenho dúvida, a culpa é do Ser Humano

Conseguimos transformar a tragédia em produto. Sim, capitalizamos o aquecimento global, ou melhor o “Global Warming” para todo mundo entender. Já capitalizamos a coragem, a força do jovem e as revoluções. Agora a bola da vez é o aquecimento. Holywood está em festa, os astros viraram os maiores especialistas em meio ambiente, os cientistas velhotes já aposentados viram uma oportunidade de retorno e juntamente com os jovens estão loucos para ver seus artigos em uma revista com um iceberg derretendo na capa.

Bom, é sempre melhor ler as notícias pela fonte, mas pelo jeito o relatório da IPCC ainda não foi publicado (editado: veja aqui o resumo do relatório deste ano!). Para quem se interessar o relatório de 2001 entre outros pode ser lido aqui.

Veja um pouco mais no element list!

Dia de Darwin

Bom, não sei quantos de vocês sabem, mas no dia 12 desse mês (10 dias antes do meu aniversário) caso Charles Darwin estivesse vivo, ele faria 198 anos. Na verdade isso é uma grande mentira, porque sabemos que devido a diversas caracteristicas selecionadas de nossa espécie, desde de época em que ele nasceu até os dias de hoje, nenhum ser humano conseguiu viver tanto.
Sei que o nome de Darwin sofre de uma exaltação exagerada diante de muitos outros biólogos, mas convenhamos, ele teve seu momento (pode ser até de sorte).
Enfim, o que vim dizer é que no Museu de Zoologia haverá uma programação especial para esse fim de semana em comemoração a data.
Pelo que vi, nosso inestimável patrono dará uma palestra.

Textículo (comentem!)

Um mini-texto para relaxar da overdose de vídeos…

Invólucros

Telefones celulares, agendas eletrônicas e computadores portáteis cada vez mais compactos, e portanto com teclas cada vez menores, pressupõem usuários com dedos finos. Se vale a teoria da seleção natural de Darwin, as pessoas com dedos grossos se tornarão obsoletas, não se adaptarão ao mundo da micro-tecnologia e logo desaparecerão. E os dedos finos dominarão a Terra. Há quem diga que, como os mini-teclados impossibilitam a datilografia tradicional, com o advento das calculadoras, os cinco dedos em cada mão perderam a sua outra utilidade prática, que era ajudar a contar até dez, os humanos do futuro nascerão só com três dedos em cada mão: o indicador para digitar (e para indicar, claro), o dedão opositor para poder segurar as coisas e o mindinho para limpar o ouvido.

Outra inevitável evolução humana será a pessoal já nascer com um dispositivo – talvez um dente adicional, cuneiforme, na frente – para desembrulhar CDs e outras coisas envoltas com celofane, como quase tudo hoje em dia. E fiquei pensando no enorme aperfeiçoamento que seria se as próprias pessoas viessem envoltas numa espécie de celofane em vez de pele. Imagine as vantagens que isso traria. No lugar de derme e epiderme, uma pele transparente que permitisse enxergar todos nossos órgãos internos, tornando dispensáveis o raio-x e outras formas de nos ver por dentro. Bastaria o paciente tirar a roupa para o médico olhar através da sua pele e dar o diagnóstico, sem precisar apalpar ou pedir exames.

Está certo, seríamos horrorosos. Em compensação, a pele transparente seria um grande equalizador social. “Beleza interior” adquiriria um novo sentido e ninguém seria muito mais bonito que ninguém, embora alguns pudessem ostentar um baço mais bem acabado ou um intestino delgado mais estético, e o corpo de mulheres com pouca roupa ainda continuassem a receber elogios (“Que vesícula!”). acabaria a inveja que as mulheres têm, uma da pele das outras, e a conseqüente necessidade de peelings, liftings, botox, etc. e como todas as peles teriam a mesma cor – cor nenhuma – estaria provado que somos todos iguais sob os nossos invólucros, e não existiria racismo.

Fica a sugestão, para quando nos redesenharem.

Luiz Fernando Verissimo

Publicado no Correio Popular de Campinas no dia 28/01/07, sugerido pela Ju!